T-commerce: Do Spot ao Carrinho de Compras com um clique

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Índice

Em 2026, a televisão já não é uma “caixa muda”, mas sim o ponto de venda mais poderoso da casa. A convergência entre o conteúdo premium e a compra instantânea deu origem a um ecossistema em que ver um anúncio e comprar o produto é um processo de segundos.

Aqui tens o guia definitivo para a Shoppable TV e T-Commerce para este ano.

T-commerce Quais são as suas diferenças?

Embora sejam frequentemente utilizados como sinónimos, em 2026 a indústria faz uma distinção técnica baseada na interação:

  • Shoppable TV: refere-se à capacidade de interagir diretamente com o conteúdo de vídeo para fazer compras. Inclui sobreposições visuais, códigos QR dinâmicos ou carrosséis de produtos que aparecem enquanto vê uma série ou um anúncio.
  • T-Commerce (Television Commerce): O ecossistema completo de transacções efectuadas através da televisão. Inclui tudo, desde compras com controlo remoto a transacções por comando de voz e aplicações de compras nativas na Smart TV.

Formatos que dominam o mercado em 2026

A publicidade já não interrompe, mas integra-se. Estes são os formatos mais eficazes atualmente:

FormatoFuncionamentoCanal principal
QR para telemóvelAparece um código dinâmico no ecrã. Quando digitalizado, o carrinho de compras abre-se no telemóvel do utilizador.TDT e Streaming
Sobreposições interactivasElementos clicáveis com controlo que apresentam detalhes do produto sem pausar o vídeo.TV ligada (CTV)
Pausar anúnciosAo fazeres uma pausa no conteúdo, aparece um anúncio não intrusivo com opções de compra direta.Hulu, Disney+, Netflix
Compras por voz“Google, compra aquela fritadeira do anúncio”. Integração total com os assistentes.YouTube, Amazon Prime

Tendências disruptivas para 2026

IA agêntica e personalização

Deixa de haver anúncios genéricos. A IA agêntica analisa o contexto doméstico e o comportamento anterior para mostrar produtos específicos a cada utilizador. Se estiveres a ver um tutorial de culinária, o anúncio Shoppable TV oferece-te os ingredientes exactos que estão disponíveis no teu supermercado local para entrega imediata.

Convergência com o Retail Media

Gigantes como a Walmart e a Amazon integraram os seus dados de compra com as suas plataformas de streaming. Isto permite um funil completo nos meios de retaliação: podes medir exatamente quantas pessoas compraram um produto depois de o verem num anúncio televisivo, colmatando a lacuna de atribuição que existia anteriormente.

Novo regulamento de som (TDT)

Em 2026, entrou em vigor o regulamento que proíbe que os anúncios sejam reproduzidos mais alto do que o programa (limitado a -23 LUFS). Isto melhora a experiência do utilizador, tornando o telespetador mais propenso a interagir com os formatos de T-Commerce em vez de silenciar a televisão.

Vantagens para as marcas

  • Atribuição real: Finalmente podemos dizer: “Investi X na televisão e obtive Y vendas diretas”.
  • Zero Friction: O passo de “Eu quero” para “Eu comprei” é reduzido a dois cliques.
  • Dados próprios: as marcas obtêm dados diretos do consumidor final sem dependerem de cookies de terceiros.

Facto importante: Estima-se que, até ao final de 2026, mais de 60% dos lares com Smart TV terão feito pelo menos uma compra direta a partir do seu televisor.

Estudo de caso real

Para que a estrutura seja realmente eficaz, vamos simular o lançamento de um produto de grande consumo (por exemplo, uma máquina de café inteligente ou uma marca de snacks premium), uma vez que são os melhores conversores neste formato.

Aqui está o roteiro técnico para uma campanha de Shoppable TV em 2026:

Estratégia de campanha: “Diret-to-Living-Room”.

1. definição e segmentação do alvo (IA contextual)

Em vez de segmentar apenas por idade, utilizaremos a segmentação por estilo de vida, cruzando dados da Smart TV:

  • Público: Utilizadores que vêem programas de design, culinária ou tecnologia entre as 19:00 e as 22:00.
  • Contexto: O anúncio só será ativado se a IA detetar que o utilizador demonstrou interesse anterior em categorias semelhantes no seu histórico de navegação ou em aplicações de streaming.

2. A mistura de formatos (o “funil” no ecrã)

Dividiremos a campanha em três impactos diferentes para não a saturar:

FaseFormatoAção do utilizadorAlvo
Presta atençãoConteúdo de marca (15s)O utilizador vê o produto em utilização natural.Gera desejo.
InteraçãoSobreposição da barra lateralAparece um menu lateral com o preço e “Comprar agora”.Facilitar a escolha.
ConversãoQR dinâmico / Clica no carrinhoDigitaliza ou clica com o controlo remoto para enviar para o carrinho.Fecha a venda.

3. Estrutura técnica da peça criativa

Para que o T-Commerce funcione, o vídeo deve seguir a regra dos “três terços do ecrã”:

  • Zona Segura (Centro): Conteúdo emocional e narrativa.
  • Zona de interação (direita/inferior): Espaço livre de elementos importantes onde aparecerão os botões de compra ou o código QR.
  • Zona de urgência (topo): Um pequeno contador ou um banner de “Oferta por tempo limitado” para incentivar o clique imediato.

4. O fluxo de checkout

Configuraremos duas rotas consoante o dispositivo:

  1. Via “Lazy-Buy”: Se o utilizador tiver o seu cartão ligado à conta da TV (Samsung Checkout, LG Pay ou Google TV), a compra é confirmada com dois cliques.
  2. Rota “Second Screen” (Móvel): O código QR abre uma aplicação instantânea (sem download) no teu telemóvel com o produto já adicionado ao teu carrinho.

5. Medir o sucesso (2026 KPIs)

Esquece o GRP tradicional; aqui vamos medir:

  • TCR (Taxa de conversão total): Total de vendas dividido pelas impressões de anúncios.
  • Janela de atribuição: quantos utilizadores viram o anúncio na televisão e o compraram no telemóvel no espaço de 24 horas.
  • Taxa de interação: Quantas pessoas utilizaram o comando para explorar mais detalhes do produto.

Dica profissional: Para maximizar a conversão, incluiremos um “Incentivo para a primeira compra na TV”. Por exemplo: “Analisa agora e obtém um desconto exclusivo de 15% por comprares a tua TV”.

O triunfo da “Full-Funnel TV”.

Em 2026, o sucesso da Shoppable TV e do T-Commerce não reside na criatividade visual, mas na interoperabilidade dos dados. A televisão foi finalmente integrada no ecossistema digital sob três pilares técnicos:

  1. Eliminação do “efeito de silo”: graças à integração com o Retail Media, a atribuição é determinística. Já não calculamos quem viu o anúncio; sabemos que ID de dispositivo (Smart TV) gerou uma transação numa conta associada, fechando o ciclo de medição de ponta a ponta.
  2. Redução do atrito (UX sem descontinuidades): a tecnologia de pagamento com um clique incorporada nos sistemas operativos das televisões (WebOS, Tizen, Google TV) resolveu o maior obstáculo histórico do comércio móvel. Ao eliminar a necessidade de introduzir dados bancários com o telecomando, as taxas de conversão aproximaram-se das do comércio eletrónico móvel.
  3. IA contextual e dinâmica: A capacidade de apresentar elementos interactivos em tempo real (como códigos QR com preços locais ou stock sincronizado) transforma cada anúncio numa “loja efémera”. O anúncio já não é um ficheiro de vídeo estático, mas uma aplicação Web dinâmica dinâmica que corre em cima de um fluxo de vídeo.

Resumo final

A TV em 2026 é o canal de conversão mais impactante porque combina o alcance emocional do grande ecrã com a precisão cirúrgica do marketing de desempenho. As marcas que não integrarem os seus feeds de produtos nas suas campanhas de Connected TV (CTV) estarão a perder o horário nobre do consumidor.

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